Eu ainda sentia o cheiro dele na minha pele.
A lembrança da noite anterior era como uma sequência de flashes embaralhados, o pedido de namoro, o vinho, as luzes douradas refletindo nos olhos dele, a conversa estranha com Vittorio. Nossa noite de amor. Tudo tinha acontecido rápido demais.
Rápido e intenso, como se eu tivesse sido puxada para dentro de um vendaval e agora tentasse respirar entre destroços de sentimentos.
O celular vibrou sobre a penteadeira e, claro, o nome piscando na tela era o da Lis.
— Finalmente! — ela gritou assim que atendi. — Eu quase morri aqui, mulher! Como assim minha melhor amiga agora é nova namorada do CEO da Castellani?!
— Feliz natal pra você também! — ri, ajeitando o cabelo, ainda meio zonza.
— Conta outra né, Mila! Pode pular as formalidades e começar de onde me interessa!
— É muita coisa pra contar, Lis…
— Um pedido de namoro no meio da festa? Cheio de espectadores e fofoqueiros?
— Exatamente! E o mais louco de tudo isso? — suspirei, sorrind