Adam ergueu sua própria taça — devagar.
O silêncio do salão se adensou.
E então, sem sorrir, sem piscar, sem desviar o olhar, respondeu com a voz baixa, elegante e perigosamente calma:
— Ao amor verdadeiro!!
Adam mantinha a taça erguida, o olhar fixo em Delmont como quem devolve um golpe com outro mais afiado.
O salão inteiro segurou o ar.
Camille sentiu o coração bater tão forte que achou que alguém ao redor ouviria.
Delmont, porém… apenas sorriu. Um sorriso lento, perigoso, satisfeito — como alguém que acabou de confirmar uma suspeita.
Ele inclinou minimamente a cabeça, como se agradecesse o brinde pessoal.
E então, delicado como veneno dissolvendo em água:
— Que poético, Bennett. E tão… sincero. — Ele ergueu a taça mais uma vez. — Ao amor verdadeiro, então.
As taças se chocaram pelo salão.
O cristal tilintou como lâminas se cruzando.
Camille cerrou os dedos ao redor do buquê.
Lucas percebeu.
— Respira — ele murmurou, sem tirar os olhos de Delmont.
Ela não conseguiu.
Camille sentiu