A primeira noite sem Camille foi uma noite sem sono.
Adam estava no quarto do hospital, olhos abertos, encarando o teto como se pudesse atravessá-lo com o pensamento.
Cada palavra dela ecoava como uma lâmina:
“Eu preciso me afastar.”
“Eu não vou sobreviver se você morrer por minha causa.”
Ele não chorou.
Mas algo dentro dele encerrou.
Uma parte que só Camille alcançava.
E quando essa parte se fechou, tudo o que restou foi um homem que não devia ser provocado.
Marcus percebeu isso quando entrou na manhã seguinte.
– Você não dormiu. Ele constatou.
Adam não respondeu.
Continuava imóvel, mas a imobilidade dele tinha peso.
Tinha direção.
Tinha um propósito escuro.
– Adam… – Marcus tentou continuar. – O que aconteceu ontem…
– Acabou. – Adam disse, finalmente.
A voz dele estava diferente.
Mais fria.
Mais… vazia.
Marcus gelou.
– O que acabou?
Adam virou lentamente o olhar para ele.
– O Adam Bennett que achava que precisava agradar o conselho… acabou. O que achava que precisava proteger reputa