A UTI tinha aquele silêncio que não era paz. Era o silêncio de máquinas, de vigílias cansadas, de vidas que piscavam entre o “ainda estou aqui” e o “não sei se volto”.
Camille parou diante da porta. Por um segundo, achou que não seria capaz de entrar. Que suas pernas não obedeceriam. Que o coração, já tão machucado, desistiria ali mesmo.
— Você consegue. Melissa murmurou atrás dela, tocando seu ombro.
Camille inspirou uma única vez. Depois empurrou a porta.
A luz suave iluminava o rosto de Adam