Camille acordou como quem retorna de um mergulho profundo demais.
O grito ficou preso na garganta, mas o corpo inteiro reagiu, ela se sentou na cama num sobressalto, a respiração curta, o peito dolorido, as mãos tremendo. O quarto estava escuro, silencioso, seguro… mas nada disso alcançava o caos dentro dela.
O pesadelo ainda pulsava atrás dos olhos: Cordas. O cheiro de metal. A sombra de Delmont. E Adam. Sempre Adam. Chamando por ela. Sangrando por ela. Morrendo por ela.
Camille levou as mãos