O monitor cardíaco marcou outro pico leve. Nada abrupto, apenas o suficiente para que Camille endireitasse a coluna, como se cada célula do corpo dela tivesse sido puxada por um fio invisível até ele.
A pálpebra dele tremeu de novo. Desta vez… mais forte.
A respiração mudou, irregular, como alguém tentando atravessar um nevoeiro denso demais para entender onde está. Camille levantou-se sem perceber, as mãos suspensas no ar presas entre o impulso de tocá-lo e o medo de quebrá-lo.
— Adam… chamou, num sussurro que carregava tudo o que sentiu nos últimos dias.
O corpo respondeu antes da consciência. Os lábios moveram-se minimamente.
Um som rouco, quase apagado, escapou:
— …Cam…
Camille levou a mão à boca, o ar sumindo dos pulmões. Ele estava chamando por ela, mesmo preso naquele limiar entre dor e sonho. O coração dela simplesmente… partiu.
O maxilar dele moveu-se, o rosto contraindo-se num esforço lento, pesado — como se ele lutasse contra toneladas de areia para emergir.
E então, finalm