A primeira coisa que Camille sentiu foi o frio.
Um frio úmido, pegajoso, que atravessava a roupa rasgada e grudava na pele como uma segunda camada. Depois veio a dor um latejar profundo nas costelas, uma pontada aguda na cabeça, o sabor metálico de sangue escorrendo até a garganta.
Ela tentou abrir os olhos. A escuridão não cedeu. Só um breu denso, compactado, como se o ar tivesse peso.
Um som distante ecoou. Goteira. Ritmada.
Camille respirou fundo, o corpo inteiro protestando, e só então perc