O corredor da UTI tinha aquele silêncio que não era paz. Camille parou diante da porta, a mão na maçaneta, mas o resto do corpo incapaz de avançar. Adam ficou ao lado dela não tocou, não apressou, apenas ofereceu aquela presença firme que ancorava.
Ela inspirou fundo, abriu a porta devagar.
A UTI estava iluminada por aquela luz suave. Lucas estava meio reclinado no leito, pálido, mas desperto. E, ao lado dele, sentada na poltrona, a Sra. Miller segurava a mão do filho com cuidado, como se ainda tivesse medo de que ele sumisse se ela soltasse.
Quando Camille entrou, os olhos da Sra. Miller se encheram de lágrimas imediatamente.
— Camille, querida… Ah, graças a Deus você veio.
Lucas virou a cabeça devagar, e quando os olhos dele encontraram os dela, algo no rosto dele se iluminou, um alívio tão puro que fez o peito de Camille doer.
— Camille…ele murmurou, a voz fraca, mas viva. Você veio.
A Sra. Miller enxugou as lágrimas, sorrindo para os dois como quem presencia um reencontro que dese