O silêncio que se instalou depois que Lucas mencionou aquela tatuagem não foi apenas silêncio. Foi uma ruptura. Um antes e um depois.
Adam ficou imóvel, os olhos fixos em um ponto distante que ninguém mais parecia ver. Camille sentiu o ar ficar pesado, denso, como se a própria UTI tivesse fechado o punho ao redor deles. A Sra. Miller olhava de um para o outro, perdida entre medo e incerteza.
— Adam… Camille chamou, a voz suave, mas firme.
Ele piscou devagar, saindo do próprio pensamento. Quando falou, a voz dele era baixa, controlada demais para ser natural.
— Tem certeza do que viu, Lucas?
Lucas assentiu, mesmo com a dor evidente.
— Absoluta.
A Sra. Miller engoliu seco.
— Vocês sabem quem é o atirador?
Camille olhou para Adam. O olhar dele disse tudo: não aqui. Não com Lucas frágil daquele jeito.
Mas Lucas percebeu.
— Eu conheço esse homem, não conheço? Ele murmurou, como se tentasse puxar a memória para perto… Ele já aparecia na auditoria? Ele… fazia parte?
Camille tocou o braço del