Sábado à noite
Anna
A casa está escura. Silenciosa demais.
Abro a porta com as mãos trêmulas. Cada cômodo parece maior do que era ontem. Mais vazio.
O relógio na parede ainda marca o horário da noite passada — a hora em que levei o jantar para ele. Mas agora... ele não está mais aqui. E nunca mais estará.
Raul entra logo atrás de mim, cuidadoso, como quem respeita um território sagrado. Seus passos são leves, atentos, silenciosos como a dor.
— Quer que eu peça algo para você comer? Você precisa