O beijo começa tímido, mas o corpo... o corpo sabe.
Domingo, antes do amanhecer
Anna
A luz da madrugada começa a se insinuar pelas frestas da cortina, um tom azulado, frio, quase tímido. Um sussurro do dia que ainda não chegou. Abro os olhos devagar, sentindo o peso de um sonho interrompido ou de uma realidade que custa a se revelar por inteiro. Por um instante, não sei exatamente onde estou. Há silêncio. Há cheiro de lençóis limpos misturado a algo mais quente... mais íntimo. Viro o rosto devagar.
E então o vejo.
Deitado ao meu lado, adormecido