Presente. Constante. Como uma âncora.
Dia seguinte....
Raul
O carro desliza pela avenida silenciosa. Anna olha pela janela, calada. As luzes da cidade refletem no rosto dela, revelando a palidez do cansaço. Mas há também uma paz estranha. Como se a dor ainda estivesse ali, mas menos afiada. Mais resignada.
Quando chegamos em frente ao hospital, desligo o motor. Faço menção de sair do carro, mas ela segura meu braço com delicadeza.
— Espera só um segundo... — diz, num fio de voz.
Assinto e fico.
Ela fecha os olhos. Respira fundo. As