Apertei o copo de whisky com tanta força que meus dedos doíam.
Como se a bebida pudesse, de alguma forma, dissolver a raiva que crescia dentro de mim.
O bar ao meu redor era um reflexo do que eu sentia por dentro: escuro, abafado, cheio de sombras distorcidas que se espalhavam pelos poucos rostos presentes.
Meu amigo Josef estava sentado à minha frente, em silêncio, apenas escutando enquanto eu despejava minha frustração entre goles amargos.
Era o que ele sabia fazer melhor: ouvir e