— Ele não vai mudar — digo, mais para mim do que para ele.
Minha voz endurece.
— E se mudar… vai ser tarde demais.
Silêncio.
— Então você quer mesmo fazer isso? — ele pergunta.
Olho para o vazio.
Mas, na verdade… Eu estou vendo uma menina de olhos grandes… segurando um ursinho gasto.
Esperando.
Sempre esperando.
— Não — respondo, firme.
Pausa.
— Eu não quero.
Respiro fundo.
— Eu vou fazer.
E dessa vez… Não existe volta.
Depois que desligo com meu advogado… o silêncio da casa parece diferente.
M