Isabela
O som da campainha às três da manhã não era um acaso. Ela sabia. Seu corpo sabia antes mesmo que sua mente processasse. O frio na espinha, a tensão na nuca.
Vestiu a camisa de Leonardo e atravessou o corredor escuro com o coração batendo como tambores de guerra.
Abriu a porta.
Valentina.
Cabelo preso num coque alto, batom vermelho, salto agulha e um casaco que escondia — ou prometia — muito mais do que ela deixava mostrar.
— Você está louca. — Isabela sussurrou.
— Sempre fui. — V