Mundo ficciónIniciar sesiónEm uma metrópole vibrante, Lana Duarte é uma executiva de sucesso, conhecida por sua determinação e habilidade para transformar desafios em oportunidades. No entanto, apesar de suas conquistas no mundo corporativo, sua vida pessoal é um labirinto de solidão e noites em claro. Quando ela decide fazer uma pausa em sua rotina frenética, sua vida toma um rumo inesperado ao conhecer Vicente Braga, um talentoso chefe de cozinha em ascensão, o qual tem um humor cativante e um olhar intenso. Vicente é apaixonado pela culinária e pelas pequenas alegrias da vida, mas seus sonhos parecem distantes devido às pressões do negócio de família. Quando Lana visita uma feira gastronômica, a qual Vicente está participando, uma conexão instantânea surge entre os dois. Enquanto seus mundos diferentes colidem, eles se veem desafiados a equilibrar suas ambições e os sentimentos que crescem entre eles, além da diferença de idade que se torna um problema para os olhares alheios. À medida que Lana começa a redescobrir o prazer nas pequenas coisas, Vicente a ajuda a entender que o sucesso não se mede apenas em números, mas em momentos que valem a pena. Juntos, eles navegam por obstáculos profissionais e pessoais, aprendendo que o amor pode ser o ingrediente secreto que transforma suas vidas. "Entre Sabores e Ambições" é uma história sobre como a paixão e a dedicação em busca dos sonhos podem criar laços inesperados, provando que, às vezes, as melhores receitas para a felicidade são aquelas que combinam opostos.
Leer másO prato principal veio depois, com aromas intensos e um sabor que só ele sabia trazer — o equilíbrio perfeito entre técnica e intuição, entre requinte e afeto. Comemos devagar, sem pressa, como se o tempo estivesse nos dando uma folga só para aproveitarmos um ao outro. A noite se estendia entre goles de vinho e provocações. Quando a sobremesa chegou, admito que fiquei surpresa com a escolha ousada de Vicente: mousse de chocolate com flor de sal e pimenta rosa. ”— Um toque picante, como você.” — estas foram as palavras de Vicente, quase encostando os lábios nos meus ao entregar a colher. Quando provo, arqueio uma sobrancelha: — Isso aqui tem segundas intenções. — afirmo. — Só se você deixar. — ele sorri largando a cadeira e vindo até mim, contornando a mesa até ficar ao meu lado — E eu sei que você quer tanto quanto eu. — Sim, gatinho, eu quero ver onde tudo isso vai terminar. — sorrio e mantenho um olhar nada inocente. — Vem comigo. — Vicente estende a mão para mim. —
..... SEMANAS DEPOIS ..... Quando entrei no restaurante, quase não reconheci o lugar. As luzes estavam mais baixas, criando sombras suaves sobre as paredes de tijolos aparentes. E no centro de tudo isso... ele. Vicente. De avental escuro e sorriso nos lábios, lá estava ele, no meio do salão, encostado no balcão como quem não fez nada demais — só fechou o restaurante onde trabalha, sendo o mais concorrido da cidade, para um jantar exclusivo comigo. — Isso tudo por causa de uma mulher mais velha? — brinquei, antes mesmo de tirar o casaco. Vicente me olha de cima a baixo, lento, descarado. — Mulher mais velha, não. Mulher irresistível. Ainda mais quando chega vestida desse jeito. — ele se aproxima, pegando minha mão como se estivéssemos em um primeiro encontro — Feliz aniversário, Lana. — Obrigada, gatinho. — agradeço e continuo — Achei que iríamos ter um jantar em família, com as crianças. — comento mesmo sabendo que Vicente tinha mandado as crianças para a casa da Lun
..... DIA SEGUINTE .... O avião desliza tranquilo no céu escuro. As luzes estavam apagadas, e tudo que se ouvia era o som constante e abafado dos motores. Eu deveria estar dormindo. Todos estavam. Mas, como sempre, meu corpo repousava e a mente… trabalhava. Hugo dormia com a cabeça encostada no meu braço, os cílios longos repousando sobre as bochechas redondas. Enquanto a Cecília está aninhada no colo de Vicente, dormia com a boca entreaberta, totalmente entregue, enquanto ele, com os olhos fechados, parecia flutuar no mesmo compasso calmo dela. Era impossível não sorrir vendo aquilo. Uma parte de mim queria guardar aquele retrato: minha família inteira reunida, em silêncio, em paz. Mas então olhei para a mochila abaixo dos meus pés. Sabia que o notebook estava ali, piscando mentalmente para mim. Um lembrete mudo de que e-mails não respondidos e números pendentes me esperavam assim que os pés tocassem no chão. Parte de mim sentia aquela velha coceira no cérebro… só dar uma olhadi
..... QUATRO ANOS DEPOIS ..... LANA ON Se alguém me dissesse, há cinco anos, que eu estaria aqui — empurrando um carrinho de bebê entre princesas, piratas e balões gigantes com cheiro de algodão-doce — eu provavelmente teria soltado um daqueles risos céticos e ajeitado o blazer. E, no entanto, aqui estou. Com o cabelo preso às pressas, a blusa manchada de sorvete de morango e duas pequenas criaturas com meu sobrenome me chamando de mamãe a cada três minutos. Hugo corre à frente, com o chapéu do Woody meio torto na cabeça e a energia de quem parece ter um motor próprio. Vicente vai atrás dele, como se tivesse nascido pra isso — pai de alma leve, sorriso pronto, paciência de ferro. A nossa família aumentou com a chegada da Cecília, nossa caçula de dois anos de idade. A Cecília está comigo, meio deitada no carrinho, meio sentada, com os olhos grudados no Vicente. Quando ele vira pra olhar, ela dá um gritinho de alegria, esticando os bracinhos como se o mundo todo coubesse nele.





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