Zoe

Oliver Stewart

— Ah menino, que bom te ver. — Sou recebido no pé da escada por Regina. — Esta casa é tão silenciosa, espero que tudo volte ao normal. — abraço-a com carinho.

— Também é bom te ver, Regina.

— Fiquei muito feliz quando soube que o senhor estava vindo.

— Estou feliz por estar de volta.

— Seja bem-vindo ao lar, senhor.

— Não me chame de senhor, somente Oliver. — seguro sua mão e ela sorri.

Eu detesto que me chamem pelo meu nome, apenas a minha família me chama assim. É assim que prefiro ser respeitado por todos ao meu redor, e mesmo que Regina seja uma as minhas empregadas, ela também é da família.

Para ela é uma exceção.

— Vou tentar, Oliver.

— Assim é melhor. — sorrio junto dela.

— Vamos o jantar está servido. — ela dá alguns tapinhas no meu ombro e se distancia.

Vou até a sala de jantar logo atrás dela e me sento junto dos meus irmãos. Pela primeira vez em anos, eu me sinto feliz e tranquilo num jantar.

Pode parecer que não, mas eu sentia falta da minha família.

Estou feliz por estar em casa e ansioso demais para ver minha garotinha.

[...]

Eu quase não dormi direito e passei o dia inteiro ansioso para que a tarde chegasse logo. Jordan tem sérios problemas de autoridade e não deixou que viéssemos pela manhã, mesmo que Amélia insistisse muito.

Eu quis odiar o meu irmão, mas ele tem um ponto.

Eu tiraria a atenção de Zoe para com as atividades do dia e ainda deixaria ela ansiosa.

Por isso, resisti pela segunda vez desde ontem, de acertar a cara dele com um soco.

As meninas são liberadas todas as sextas-feiras para ficar com a família e retornam ao colégio pela manhã na segunda-feira. Mesmo que algumas prefiram ficar aqui, ou sejam obrigadas a ficar aqui por motivos familiares, não é o caso de Zoe.

Jordan e Amélia prometeram buscar ela todo fim de semana e espero que tenham cumprido.

Ao passar pelos portões, relembro o quanto este lugar é lindo. Eu vim aqui uma única vez e foi quando matriculei Zoe para estudar aqui e nas outras vezes que retornei à Banff, foi Amélia quem buscou ela para me ver.

Desço do carro e caminho entre algumas meninas, pais e mães que me olham confusos e até sussurram entre si, quem é esse?

Busco por todos os lados no meu campo de visão, mas não vejo Zoe no pátio, então decido pedir ajuda para uma das professoras, bom, deve ser a professora, já que está de jaleco colorido.

— Com licença, — recebo seu olhar. — boa tarde.

— Boa tarde, senhor?

— Eu sou Oliver Stewart, pai da Zoella.

— É um prazer te conhecer, senhor Stewart, meu nome é Naomi. — estica a mão e não sou mal educado, portanto, recebo seu cumprimento. — Me siga, vamos até a diretoria.

Acompanho ela pelos corredores extensos do colégio até uma sala escrito "diretoria" na porta. Após algumas batidas e ouvir entre, ela abre a porta.

— Senhora Barbara, este é o pai da Zoe.

— Seja bem-vindo senhor Stewart. — ela se levanta para me cumprimentar.

— Obrigada senhora. — ela não sorri, apenas me olha acenando com a cabeça.

— Obrigada Naomi, busque Zoe, por favor.

— Claro senhora. 

Em segundos, ela sai da sala fechando a porta atrás de si.

— Zoe ficou ansiosa o dia todo esperando pelo senhor.

Sim, Amélia contou a diretora que eu havia retornado para Banff e por certo, comentaram com Zoe.

— Eu não via a hora de poder vim buscar ela.

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