Reencontro

Oliver Stewart

Poucos minutos depois que na verdade pareceram horas para mim, vejo a porta ser aberta e minha pequenina me encara com seus lindos e brilhantes olhos azuis.

— Papai... — ela fica estática e seus olhos começam ficar vermelhos assim como seu nariz.

— Oi, meu amor.

— Papai...

Mesmo que estivéssemos a poucos metros um do outro, ela correu para meus braços e levanto ela no meu colo abraçando apertado a minha maior riqueza. 

Como pude ficar tanto tempo longe de você, filha?

— Não vai embora de novo, né papai? — Questiona deitada a cabeça no meu ombro.

— Não filha, nunca mais.

— Promete? — ela me olha.

— Sim, eu prometo.

— Eu te amo, papai.

Foi a melhor frase que ouvi nesses últimos dias. 

eu te amo mais puro que já ouvi.

— Eu também te amo, meu anjinho.

Ela me olha com carinho, os mesmo olhos carinhosos de Chloe e acaricia o meu rosto coberto por uma camada fina de barba e deposita um beijo na minha bochecha.

— Vamos papai?

— Claro. 

Deixo alguns beijos na sua bochecha e ela gargalha com os olhos vermelhos depois de chorar.

— Tchau, tia Barb. — Acena para a diretora.

— Até segunda, Zoe. — sorri para a pequena.

— Até mais, senhora Barbara. — aceno com a cabeça.

Saio da sala carregando em meus braços o meu bem mais valiosos, transbordando de felicidade por ter percebido a tempo que eu precisava estar presente na infância da minha menina.

— Papai, quero dar tchau para a Becca.

— Quem é Becca, filha?

— Minha professora preferida. 

Só então me lembro da Rebecca que me falaram.

— Ali papai, é ela. — Aponta para uma mulher um pouco distante.

Caminho com Zoe nos braços me aproximando da mulher e na medida que me aproximo, Zoe tenta descer e assim faço, colocando ela no chão. 

Quando me falaram que Zoe gostava muito dessa professora, imaginei uma mulher mais velha, uma senhora, mas em momento algum pensei ser uma moça jovem e... bonita...

Aliás, linda.

Fecho os olhos por um segundo e solto o ar que nem sabia que estava segurando e me repreendo internamente.

Não.

Vejo Zoe correr até ela, enquanto chama por seu nome e as duas se abraçam depois que sua professora se abaixa para ficar na sua altura.

— Tchau, Becca.

— Já vai? — a voz dela chega aos meus ouvidos mesmo com a pequena distância entre nós.

Que voz linda...

Tão macia e...

— Sim, aquele é meu papai. — saio dos meus pensamentos ao ver os dois pares de olhos me encarando.

— Boa tarde, senhor Stewart. — ela se aproxima segurando a mão de Zoe. — É bom te conhecer, senhor.

— Boa tarde, igualmente. — abro um pequeno e falso sorriso.

— Eu sou Rebecca.

Fico perdido observando ela com seus lindos olhos castanhos esverdeados, seus cabelos castanhos claros preso num coque frouxo com algumas mechas onduladas soltas deixando ela ainda mais bonita.

Você é linda, Rebecca.

Não conheci nenhuma mulher tão linda quanto ela, nesses últimos dois anos.

Eu até fiquei com algumas mulheres na tentativa de aliviar a minha dor, mas nenhuma tão bonita.

— Tenha um ótimo final de semana, minha pequena. — ela se abaixa ficando na altura de Zoe.

Minha pequena?

Quem você pensa que é, Rebecca?

Ela é minha!

Sinto meu coração acelerar e imediatamente surge uma ruga entre minha testa, mas tento me controlar e respirar, enquanto elas se abraçam diante dos meus olhos.

— Obrigada, titia Becca.

— Vamos, papai? — ela abre os braços para que eu lhe pegue outra vez.

— Vamos, — levanto ela nos braços com minha mente gritando. — até mais, Rebecca.

Ela é minha!

Ela é minha garotinha!

Minha filha!

Sua beleza não muda nada, Rebecca.

Zoe ainda é minha!

— Até mais, senhor. — por fim, ela sorri me deixando outra vez calado mentalmente.

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