Isabella acordou no meio da noite com o corpo quente, o lençol grudado na pele suada. O sonho ainda pulsava nela como um coração vivo.
No sonho, Dante estava no apartamento dela — não no loft dele, mas ali mesmo, no espaço pequeno e bagunçado do Brooklyn que ela havia reconstruído com tanto esforço. Ele não falava. Só entrava pela porta como se sempre tivesse pertencido ali, tirava a jaqueta de couro devagar, deixava-a cair no chão. Os olhos castanhos escuros fixos nela, famintos, sem pedir per