O gosto da Sadie ainda estava nos meus lábios. Doce, urgente, impossível de confundir com qualquer outra coisa que eu já tivesse vivido. Era como se, naquele beijo, todos os anos de silêncio, distância e medo finalmente tivessem encontrado um sentido. Como se o tempo tivesse se curvado, exausto, diante daquele instante.
Ela continuava tão perto que eu podia sentir o calor do corpo dela, o peito subindo e descendo rápido demais, como se o ar fosse insuficiente. Os olhos brilhavam de um jeito que