Estacionei o carro em frente à casa dos pais da Sadie no início da tarde de domingo, e bastou descer do veículo para sentir aquele aperto familiar no peito, como se cada centímetro daquele lugar estivesse impregnado de lembranças antigas. O jardim continuava o mesmo, com as roseiras bem cuidadas alinhando o caminho até a porta, e o cheiro inconfundível de bolo de limão escapava pelas janelas abertas, exatamente como fazia quando eu era adolescente e aparecia ali sem avisar, só para roubar um pe