O uniforme de gala da Força Aérea ainda estava pendurado na porta do armário, impecável, as medalhas alinhadas como pequenos testemunhos de disciplina e conquista. Eu fiquei olhando para ele por alguns segundos. Aquela versão minha — alinhada, condecorada, segura — sempre parecia suficiente para qualquer cerimônia, qualquer discurso, qualquer expectativa que o mundo colocasse sobre mim.
Mas não para aquela noite.
Naquela noite, eu não precisava de insígnias no peito. Precisava de coragem. Preci