Base Aérea, Norte da Asia.
O quarto parecia menor naquela noite. Pequeno demais. Frio demais. Branco demais. Tudo em mim doía como se a própria base militar tivesse se contraído ao meu redor, me apertando contra aquelas paredes sem cor e móveis impessoais. A tela do notebook ainda brilhava na escrivaninha, embora a chamada já tivesse terminado há muitos minutos. Mas eu ainda estava ali, estático, encarando meu reflexo fantasmagórico no monitor apagado, como se quisesse arrancar dele alguma expl