O som da música reverberava pelos corredores da casa da fraternidade como uma onda contínua — abafada e intensa ao mesmo tempo. As luzes piscavam em tons de azul e roxo, cruzando os rostos, os copos, as paredes com cartazes rasgados, como se tudo ali fosse parte de um clipe que não parava nunca. Risadas, passos apressados, brindes, vozes sobrepostas. Tudo pulsava. E, no meio daquele caos festivo, eu me sentia... leve.
Eu estava no último ano da faculdade. E pela primeira vez, em muito tempo, ha