O café da manhã tinha gosto de nada. Nem chá, nem torrada, nem mesmo as risadas ao meu redor conseguiam disfarçar o fato de que eu estava ali apenas de corpo presente. A xícara quente entre minhas mãos era mais um suporte emocional do que qualquer tentativa de hidratação. Meus dedos se agarravam à porcelana como se aquilo fosse impedir meu coração de transbordar. A conversa seguia em volta, viva e cotidiana. Lisa falava com entusiasmo sobre os ensaios do novo espetáculo da companhia de teatro,