— Preciso que venha comigo até um lugar.
Soltei uma risada seca. — Sem chance.
Laila revirou os olhos e descruzou os braços, dando um passo à frente. — Eu estou falando sério, Wilde. Você precisa ver isso.
— Eu não preciso ver nada. O que quer agora?
Foi então que ela sorriu de lado, com aquele brilho nos olhos de quem acabou de vencer um jogo.
— É sobre a garota da água.
— O que sua mente fodida está falando agora?
— Vem comigo e eu te mostro.
Fiquei parado por um momento, analisando-a. Laila era manipuladora, mas agora ela estava falando sobre Emma. Por mais que eu odiasse admitir, minha curiosidade foi atiçada. Suspirando de frustração, passei a mão pelos cabelos e, contra meu melhor julgamento, peguei o celular e saí do quarto, seguindo Laila. Eu só esperava não me arrepender disso. Por que tive a sensação de que isso estava muito errado.
Entrei no hall do hospital ao lado de Laila um tempo depois de uma viagem com o meu carro. O cheiro característico de desinfetante e medicamento