O som do motor parecia um zumbido distante, perdido entre o barulho dos meus próprios pensamentos. A estrada até o hospital foi uma linha turva, eu não lembrava dos semáforos, das curvas ou do tempo que levou. Só lembrava das mãos tremendo no volante e do corpo de Giulietta, imóvel no banco de trás, respirando com dificuldade.
O sangue seco nas minhas mãos ainda estava quente na memória. Cada batida do coração dela ecoava na minha mente como um lembrete cruel da linha tênue que eu havia cruza