A estrada estava tranquila demais para aquela hora da noite.
As luzes da cidade já tinham ficado para trás, e o caminho até minha casa era conhecido, quase automático. O rádio tocava baixo, uma música lenta que combinava com o silêncio confortável entre nós. Ethan dirigia com uma mão no volante, a outra apoiada de forma relaxada, o relógio brilhando discretamente no pulso.
Eu observava o perfil dele, a concentração suave no olhar, e tentava guardar aquela imagem. A noite tinha sido perfeita.