O silêncio dentro do carro não era confortável. Era tenso. Não pelo que já tinha acontecido, mas pelo que vinha depois.
Henrique dirigia. Isabela olhava pela janela, mas não via a cidade. Estava reorganizando tudo.
— Ele quer te usar — disse Henrique, quebrando o silêncio.
Isabela não virou o rosto.
— Não só isso.
— O que mais?
Ela respirou fundo.
— Ele quer me testar.
O silêncio voltou, mais denso.
— E você? — perguntou ele.
— Eu ainda não respondi.
Henrique apertou levemente o volante.
— Só o