O quarto do hotel parecia menor agora.
Como se as paredes tivessem se aproximado depois daquela ligação.
Isabela continuava imóvel.
O celular ainda estava em sua mão.
A tela apagada.
A ligação encerrada.
Mas as palavras permaneciam.
"Por que seu pai tentou me matar?"
Henrique observava em silêncio.
Ele já a tinha visto enfrentar ameaças.
Mentiras.
Manipulações.
Mas nunca daquele jeito.
Porque aquilo não era um ataque.
Era uma memória.
E memórias eram mais difíceis de combater.
— Isabela.
A voz