Isabela não voltou para o escritório.
Também não voltou para casa.
Ela precisava de silêncio, mas não o tipo de silêncio vazio. Precisava de um espaço onde pudesse pensar sem interrupções, sem olhares, sem expectativas.
Dirigiu sem destino por alguns minutos até parar em um estacionamento quase vazio. Desligou o carro e ficou ali, imóvel, com as mãos ainda no volante.
O que incomodava não era o perigo.
Era a falta de controle.
Ela sempre soube onde estava pisando, mesmo nos momentos mais arrisc