Mundo ficciónIniciar sesiónSubí a un autobús en plena noche, y un tipo todo desconocido empezó a acosarme. Pero la pesadilla recién comenzaba…
Leer másO trânsito de Nova York parecia mais lento naquela noite. As luzes vermelhas se alongavam pelo asfalto molhado, refletindo nos vidros do carro de Rafael como um lembrete silencioso de mais um dia que terminava igual aos outros. Ele afrouxou levemente a gravata, soltando um suspiro cansado enquanto mantinha uma das mãos firmes no volante.
Audiências, prazos, clientes exigentes. Aos trinta anos, Rafael já era um advogado respeitado — e completamente exausto. O celular vibrou no console ao lado. Ele lançou um olhar rápido para a tela no próximo semáforo. Arthur. — Justo agora… — murmurou, atendendo pelo viva-voz. — Cara, você sumiu! — a voz animada do amigo preencheu o carro. — Hoje é noite de folga. Nada de processos, nada de planilhas. Topa sair? Rafael sorriu de canto, quase sem perceber. Arthur sempre fora assim: espontâneo, insistente, o oposto perfeito de sua rotina controlada. — Sair pra onde? — perguntou, já desconfiado. — Nocturne Chill. A casa de show mais popular da cidade. Todo mundo fala desse lugar. Vem comigo. Rafael ficou em silêncio por alguns segundos, observando as pessoas apressadas na calçada. Fazia anos que não aceitava convites assim. Sua vida havia se resumido a trabalho e compromissos — diversão era algo que ele sempre deixava “para depois”. Talvez fosse hora. — Tudo bem — respondeu, finalmente. — Eu vou. Do outro lado da linha, Arthur comemorou como se tivesse vencido uma aposta. Quarenta minutos depois, Rafael estava em frente ao espelho do apartamento. Optou por uma camisa preta bem cortada, mangas dobradas com descuido calculado, blazer escuro e perfume discreto. Elegante, mas sem esforço. Havia algo diferente naquela noite — uma expectativa que ele não sentia há muito tempo. O Nocturne Chill pulsava vida desde a entrada. A fachada iluminada, o som grave escapando pelas portas e a fila animada já anunciavam que aquele não era um lugar comum. Ao encontrar Arthur, Rafael foi recebido com um copo na mão e um sorriso satisfeito. — Eu disse que você precisava disso — Arthur comentou, enquanto avançavam pelo salão. Luzes baixas, música envolvente, conversas misturadas a risos. Rafael observava tudo com curiosidade, sentindo-se quase um estranho naquele universo — até que seus olhos foram atraídos para o palco. Ela. Amelia. A dançarina se movia com uma confiança hipnotizante. Cada passo parecia calculado, cada gesto carregava uma naturalidade rara. Não era apenas beleza — era presença. O tipo de presença que silencia uma sala inteira sem precisar pedir atenção. Rafael percebeu que havia parado de ouvir o que Arthur dizia. Seu foco estava inteiramente nela, no modo como dominava o palco, como se aquele espaço fosse uma extensão de si mesma. Naquele instante, ele entendeu. Aquilo era muito mais do que uma noite para beber e jogar conversa fora com um amigo de longa data. Era o começo de algo que ele ainda não conseguia nomear — mas que, de alguma forma, já o havia prendido. E ele não fazia ideia de como aquela noite mudaria tudo. Amelia encerrou o número sob aplausos intensos. O último acorde ecoou pelo salão enquanto ela fez uma reverência elegante, o sorriso confiante iluminado pelas luzes do palco. Em seguida, afastou-se com passos firmes, desaparecendo pela lateral envolta em sombras. Rafael só percebeu que estava segurando o copo com força demais quando a música mudou. — Cara… você travou — Arthur comentou, rindo. Rafael passou a mão pelo rosto, tentando se recompor. — Vou ao banheiro. Precisava de ar. Precisava organizar os pensamentos. O corredor era mais silencioso, iluminado por luzes amareladas e abafado pelo som distante da música. À esquerda, o banheiro dos clientes. À direita, a porta restrita às dançarinas. Rafael caminhava distraído quando a viu sair exatamente dali. Amelia. Agora sem o palco, sem as luzes intensas, ela parecia ainda mais real. Usava um robe leve por cima do figurino, os cabelos soltos caindo pelos ombros, a expressão relaxada — quase vulnerável. Eles se cruzaram… e pararam. — Eu… — Rafael pigarreou, sentindo o coração acelerar de forma inesperada. — Preciso dizer uma coisa. Ela o encarou, curiosa, os olhos castanhos atentos. — Você dança de um jeito impressionante — continuou ele. — Não é só técnica. É como se… o lugar inteiro respirasse no seu ritmo. Amelia piscou, surpresa. Um leve rubor coloriu seu rosto. — Obrigada — respondeu, sincera. — Nem sempre as pessoas reparam nisso. Houve um breve silêncio. Curto dem ais para ser confortável. Longo o suficiente para algo estranho se instalar. Rafael sentiu um calor percorrer seu corpo, um tipo de excitação silenciosa, inesperada, que não vinha apenas da atração física. Era curiosidade. Interesse. Uma vontade quase urgente de conhecê-la além daquele corredor. — Meu nome é Rafael — disse, estendendo a mão. — Amelia. O toque foi rápido, mas intenso. Ambos perceberam. — Sei que esse não é o melhor lugar para conversar — ele arriscou —, mas… você aceitaria tomar um drink comigo? Fora daqui. Amelia hesitou por um segundo. Sentia o mesmo arrepio estranho desde que o vira na plateia. Alto, bem vestido, olhar firme — diferente dos homens que costumava encontrar ali. — Eu preciso trocar de roupa primeiro — disse, finalmente. — Me dá alguns minutos? O sorriso dele respondeu antes das palavras. — Claro. Ela se afastou em direção ao camarim, e Rafael ficou parado por um instante, tentando entender por que aquela mulher mexera tanto com ele em tão pouco tempo. Pegou o celular e digitou rapidamente para Arthur: “Conheci alguém. Vou sair daqui com ela.” A resposta veio quase instantânea: “FINALMENTE, vai tirar o atraso! Aproveita!” Rafael riu baixo, mas logo sentiu uma pontada de culpa. “Você não vai ficar sozinho?” Arthur respondeu com uma foto mal enquadrada de uma loira sentada exatamente no lugar onde Rafael estivera minutos antes. “Nem um pouco.” Rafael guardou o celular, respirou fundo e olhou na direção do corredor por onde Amelia havia sumido. Aquela noite, definitivamente, não seguiria nenhum roteiro que ele conhecia. E, pela primeira vez em anos, isso o deixou animado. Amelia reapareceu alguns minutos depois. Rafael, que encostava casualmente na parede próxima ao corredor, ergueu o olhar… e por um instante esqueceu como se respirava. Ela usava um vestido longo em tom de rosa claro, que acompanhava suas curvas com suavidade, sem exageros. O tecido fluía a cada passo, contrastando com o salto alto da mesma cor, firme e elegante. Nos ombros, o cabelo caía solto, agora mais natural, menos palco — mais ela. A bolsa pequena pendia do braço, discreta, guardando apenas o essencial: o celular, o batom, a liberdade daquela noite. — Uau… — escapou dele antes que pudesse se conter. — Você está linda. Amelia sorriu, um pouco tímida, um pouco satisfeita. Não estava acostumada a olhares assim — não os que vinham sem pressa, sem cobrança, sem segundas intenções óbvias. — Obrigada — respondeu. — Você também parece alguém que sabe escolher bem onde pisa. Rafael riu baixo. — Espero que continue achando isso daqui a pouco. Caminharam juntos até a saída do Nocturne Chill, atravessando a porta como se deixassem para trás não apenas a música alta, mas uma versão antiga daquela noite. Do lado de fora, o ar estava mais fresco, e a cidade pulsava em outro ritmo. A Lamborghini aguardava na vaga próxima, reluzente sob a luz dos postes. Amelia lançou um olhar rápido, surpresa, mas não comentou. Rafael abriu a porta para ela com um gesto natural, atento, e sentiu novamente aquele estranho e bom arrepio quando ela passou ao seu lado. Dentro do carro, o silêncio era confortável. Diferente. Enquanto Rafael ligava o motor, ela passou os dedos distraidamente pela borda da bolsa. — Alguma preferência? — ele perguntou, quebrando o clima com suavidade. — Algo mais reservado… ou com vista? — Reservado — Amelia respondeu sem hesitar. — Quero conversar. De verdade. O sorriso de Rafael surgiu lento, genuíno. — Então eu conheço o lugar perfeito. A Lamborghini arrancou pela avenida iluminada, misturando-se ao fluxo da cidade. Dois desconhecidos lado a lado, carregando expectativas que nenhum dos dois ousava colocar em palavras — ainda. E assim, sem saber, Rafael e Amelia davam início a uma história que começara com música, olhares… e uma escolha simples: dizer sim àquela noite.Aunque la punta del cuchillo le dejó un rastro de sangre en la cara, el hombre dijo:— Por supuesto que lo sabía. Me di cuenta cuando empezaste a tomar frecuentemente ese autobús.¿Quién era? ¿Un cómplice del autobús? ¿El primero que me atacó?Repasé mentalmente muchos rostros, pero ninguno coincidía con el suyo. De repente, hizo un gesto desafiante con la mano.Mi respiración se cortó al recordar al hombre misterioso que agitaba un celular fuera de la ventana del baño. Era precisamente él.Así que sabían desde el principio que yo era policía y siguieron mi plan a propósito. ¿Pero por qué? ¿No deberían haberse alejado? ¿Me atrajeron solo para atraparme?Mil preguntas inundaron mi mente mientras oía un zumbido en mis oídos.De repente, se oyeron pasos apresurados y gritos de mujeres. La puerta se llenó de gente con uniformes de seguridad.No bajé la guardia, pero en un instante el tipo se liberó, agarró mi muñeca y dirigió el cuchillo hacia mi ojo.Miré la punta del cuchillo, incrédula.
¿Se habría vuelto loco este tipo? A través de las rendijas, vi que se acercaba paso a paso hasta que sus zapatos embarrados aparecieron en mi campo de visión. Mis ataduras ya estaban completamente sueltas.Estábamos perdidos. Aterrorizada, apreté la cuerda intentando fingir que seguía atada, pero Samuel se adelantó y dijo con impaciencia:— ¿Dónde están pues las mujeres que prometiste? No me habrás traído aquí para estafarme, ¿verdad? Te pagué ya bastante.Al oír esto, el tipo olvidó lo que iba a decir y se llevó a Samuel hacia otra dirección. Los seguí lentamente.La puerta se abrió con un chirrido. Un hedor intenso me hizo fruncir el ceño. Seguí a Samuel mientras fingía examinar el lugar.De repente, me pasó algo frío: un cuchillo. Desde que entramos, solo habíamos visto a este hombre. Era sospechoso que la seguridad fuera tan laxa, sabiendo que yo era policía.No era momento de actuar. Escondí el cuchillo en mi manga.Samuel agarró a una mujer al azar y se dirigió a la salida. Vi có
Me pregunté cuántas personas habría secuestrado realmente esta banda. Apreté los puños al pensarlo.Samuel fingió dudar, pero finalmente sacó un fajo de billetes y lo metió en la mano del hombre. Este sonrió de oreja a oreja y tiró de Samuel para llevárselo. En ese momento, Samuel me hizo una seña con los ojos y, soltándose, me señaló:— Pero quiero llevarla a ella conmigo.¿Acaso Samuel había perdido la cabeza? Todos sabían que yo era policía. ¿Cómo podía pedir llevarme así, tan directamente, sin levantar sospechas?Quise gritarle, pero me contuve. El tipo me miró de arriba abajo, con la sonrisa congelada, como dudando qué veía Samuel en mí.— Brother, ¿por qué no eliges otra? A esta ya la has probado...Samuel no lo dejó terminar. Rápidamente recuperó el dinero del bolsillo del hombre. Algunos billetes cayeron al suelo, destacando sobre el cemento negro.El tipo esbozó una sonrisa forzada y, cuando Samuel se dio la vuelta, le agarró la mano:— Está bien, puedes llevarla.Samuel le de
¿Cómo sabía él que esa no era la salida? ¿Quién era él realmente? ¿Acaso intentaba ayudarme? Pero si era un degenerado que había pagado por diversión, ¿cómo podía ser...?Una avalancha de preguntas inundó mi mente, pero ya no tenía fuerzas para luchar. Sin poder pensar más, me desplomé, perdiendo la conciencia por completo.No sé cuánto tiempo pasó hasta que, entre la bruma, empecé a escuchar voces. Sentí unas palmadas suaves en la cara.— Despierta, vamos, ya despierta.Abrí los ojos con dificultad y me encontré tendida en un suelo de cemento. El cielo gris oscuro se cernía sobre mí. Me incorporé de golpe, sujetándome la cabeza aturdida. Recordé que me habían drogado.— Por fin despiertas — dijo una voz repentina que me sobresaltó.Giré la cabeza y vi al hombre que me había "comprado" sentado a mi lado. Se le veía impaciente, aún llevando las gafas rotas.Antes de que pudiera preguntar por qué me había salvado, extendió su mano:— Soy el refuerzo que envió el equipo. Me llamo Samuel V
Mirando a las jóvenes frente a mí me preocupe aún más. Las reconocí de las fotos - eran las chicas que habían desaparecido recientemente.Este grupo secuestraba mujeres para venderlas en un mercado clandestino. Cada mujer elegida se convertía en un juguete para los hombres, a veces vendida por apenas unas decenas de dólares. Al final, muchas terminaban como esposas de ancianos en pueblos remotos. Ese era el destino de todas las chicas secuestradas y traídas aquí.De repente, la reja de metal detrás de mí chirrió al abrirse. El mismo tipo de antes apareció en la puerta con una sonrisa desagradable, señalando a las mujeres:— Mira brother qué buena mercancía. ¿Cuál quieres? Te daré un buen precio.Miró al hombre alto a su lado, quien observó a todas las presentes. Las muchachas, aterrorizadas, se acurrucaban en las esquinas sollozando. Finalmente, el tipo señaló a la que parecía más joven.Al ver esto, el otro se acercó y la pateó en el estómago, arrastrándola por el pelo hacia la puerta
El tipo con urgencia me quito la blusa. Le mordí el brazo. Gritó de dolor, me soltó y retrocedió. Me di la vuelta y vi su rostro. Era alto y delgado, como un palo, y sus manos, agarrando mi muñeca, eran como ramas secas. Le quité las manos de encima y eché a correr. Me persiguió.“¡Maldita sea, adónde vas? ¡Te compré por cincuenta malditos dólares!”Cincuenta dólares… Esa frase me dejó perpleja. El cerebro detrás de todo esto había vendido mi información a otros, lo que explicaba el acoso del otro tipo. No fue coincidencia.Me detuve bruscamente. El hombre, con una sonrisa lasciva, frotándose las manos, se acercaba a mí: “No tengas miedo, si no te resistes, te trataré como bien te lo mereces cariño”. Extendió la mano para atraparme. No me esquivé; cuando me agarró, torcí su brazo. Su rostro se puso blanco; gritó de dolor: “¿Qué haces? ¡Pagué por ti…”Antes de que terminara, saqué unas esposas y se las puse rápidamente en las muñecas. “El resto lo dirás en la comisaría”.El tipo abrió l
Último capítulo