Ela sorriu — e o sorriso era duro, mais cortante que vidro, como uma armadilha que guardou pacientemente como prevenção contra sua presa.
A mão de Clarice foi sozinha até a caixa de veludo, onde repousavam a história e as armas físicas e emocionais que a definiram.
Abriu-a com uma paciência quase ritualística, como se quisesse adentrar um santuário de segredos.
Dentro da caixa, fotos amareladas e recortes de jornal desbotados pelo tempo rememoravam vidas passadas, enq