Eu queria rir. Queria mesmo. Porque chamar aquilo de “só um sonho” é quase ofensivo. Aquilo foi um replay fiel demais de algo que eu preferia esquecer, mas que aparentemente decidiu morar comigo sem pagar aluguel.
— Eu sei — respondo, mas minha voz sai fraca, traindo o quanto eu não sei lidar com isso tão bem quanto gostaria. — Agora eu sei...
Ele não me solta. Pelo contrário, me puxa mais para perto, uma mão firme nas minhas costas, subindo e descendo devagar, como se estivesse tentando