Acordo no meio da noite como se alguém tivesse me empurrado de volta para a realidade.
O ar não entra direito nos pulmões, meu corpo ainda preso naquela sensação de queda que insiste em me acompanhar mesmo depois de abrir os olhos. É sempre igual. O penhasco. O vento rasgando a pele. A certeza de que não há nada abaixo de mim além do vazio… e então o impacto que nunca chega, porque eu acordo antes. Mas a sensação fica.
Fico alguns segundos encarando o teto, me certificando de onde estou,