O CLUBE E A PERVERSÃO
ATTICOS
O som grave do ambiente parecia pulsar no mesmo ritmo das veias de quem entrava ali. Luzes vermelhas e douradas cortavam a penumbra do salão principal, refletindo nos espelhos e nos corpos que se moviam com familiaridade entre sombras, couro e segredos.
— Aquele não era um lugar para curiosos, quem entrava ali sabia exatamente o que procurava, eu era o homem que oferecia tudo isso.
Eu estava sentado no meu lugar habitual, um tipo de trono elevado no fundo do salão, de onde eu podia ver tudo sem ser interrompido.
—A posição não era vaidade, era domínio, daqui eu controlo entradas, saídas, olhares e limites.
— A coleira na mão esquerda, presa à corrente que descia até a mulher ajoelhada aos meus pés, era apenas um símbolo visível de algo muito mais profundo: obediência negociada, poder consentido, entrega voluntária.
— Minha submissa permanecia em silêncio, cabeça baixa, postura perfeita, esperando qualquer ordem minha como se o mundo dela de