O céu de Al-Qadar já estava alto quando Isabela sentiu os primeiros raios atravessarem as cortinas pesadas do quarto. O sábado havia chegado com uma calmaria incomum, e o mundo lá fora parecia distante, quase inexistente.
Ela despertou devagar, sem os tiques habituais que surgiam após as noites intensas com Zayn. Não havia tremores ou inquietações, apenas o cansaço gostoso que fica depois de um vendaval de prazer. Seu corpo estava dolorido, mas sereno — e faminto.
Faminta de comida.
E de água.
A garganta estava seca como o deserto, e o estômago roncava de maneira quase indecente.
Virou-se devagar, ainda com os cabelos emaranhados e a marca dos lençóis na pele. Encontrou Zayn dormindo de lado, a mão grande repousando sobre sua cintura, como se mesmo inconsciente, ele se recusasse a soltá-la.
— Meu Deus… estou faminta — sussurrou, mais para si.
Mas ele ouviu.
— Quer que eu chame o chefe pessoal da manhã ou… pretende devorar a mim primeiro?
Ela riu, a voz rouca de sono.
— Não tente me se