O céu começava a clarear quando o silêncio do jardim de Qamar’ain foi lentamente preenchido pelo canto sutil dos pássaros do deserto.
Isabela estava enroscada no peito de Zayn, os dois cobertos por cobertores que haviam alie vários estendidos sobre a esteira de seda azul. Almofadas macias os rodeavam como um ninho feito à mão, cuidadosamente pensado para conforto e beleza.
A brisa ainda era fresca, perfumada com jasmim e hortelã. A luz dourada do nascer do sol filtrava-se por entre as folhas das oliveiras, banhando os corpos entrelaçados com um brilho tênue, quase mágico.
Zayn abriu os olhos devagar.
A primeira coisa que viu foi ela. Isabela dormia tranquila, os cabelos espalhados sobre o peito dele, uma das mãos repousando sobre seu coração. O rosto, suavemente iluminado, estava sereno. As pestanas lançavam sombras leves sobre a pele.
Ele sorriu.
Um sorriso que não era de conquista, nem de vitória. Era de paz. De algo que ele jamais soube que procurava até encontrar.
Passou os dedos