Mateo entrou no quarto como quem já sabia que algo estava errado.
Não foi o barulho.
Foi o silêncio!
Ayla ainda estava abraçada a Lia. Os olhos vermelhos, mas o que mais denunciava era o jeito como ela segurava o próprio ventre — protetora, instintiva.
O rádio destruído no chão completava o quadro.
Mateo parou.
— Quem falou com você? — perguntou, a voz baixa demais para ser calma.
Ayla ergueu o olhar devagar. — Otton.
O nome caiu no ar como pólvora.
Lia se virou imediatamente para Mateo. — Ele