A manhã seguinte nasceu inquieta.
Não havia tiros, nem alarmes. Ainda assim, a mansão parecia em estado de alerta. Kaio estava confortável demais para alguém que acabara de voltar. Otton, atento demais. Mateo… silencioso.
Kaio foi o primeiro a agir.
Me encontrou no corredor leste, perto da biblioteca, como se tivesse calculado cada passo.
Eu só queria começar a investigar sobre o ataque que tivemos, estou inquieta por isso. E esses três estão me deixando mal…
— Bom dia, Ayla — disse, sorrindo. — Dormiu bem?
— O suficiente — respondi.
— Ótimo. Porque eu não dormi nada.
Ergui a sobrancelha.
— Jet lag?
— Curiosidade — corrigiu. — Você bagunçou meu retorno.
— Não foi minha intenção.
— Quase nada interessante é.
Ele se aproximou o bastante para que eu sentisse seu perfume leve, nada invasivo — estratégico.
— Não estou aqui pra competir com ninguém — continuou. — Só pra ser honesto.
— Honestidade não costuma durar muito tempo aqui dentro — falei.
— Então aproveita enquanto dura — Kaio respo