Capítulo 17 – A janela que não se fechou
Sofia ligou o motor com um movimento mecânico. Suas mãos tremiam, mas não por causa do frio da manhã: era o coração que já não sabia mais como se sustentar. Ela saiu lentamente da garagem, como se a cada metro que avançava algo dentro dela morresse.
O céu amanhecia coberto de nuvens. A cidade parecia envolta em uma calma cinzenta, daquelas que precedem uma tempestade. E talvez fosse isso mesmo. Porque dentro de seu peito, a tempestade já rugia.
Ela