Capítulo 16 – O que eu não quis ver
O celular marcava 7h50 da manhã.
Adrián segurava-o com as duas mãos como se fosse um objeto sagrado. Atrás dele, o som da água fervendo para o chá de seu pai parecia zombar de sua ansiedade. Ele estava na cozinha da casa da família, com a camisa ainda amarrotada, sem barbear, com os olhos vermelhos por não ter dormido nada.
Ele discou o número da mãe.
Isabel atendeu ao segundo toque.
—Mãe? Você conseguiu falar com ela? Você a convenceu?
O silêncio que se