Mundo ficciónIniciar sesiónAilim Mendonça carrega cicatrizes profundas. Aos dez anos, testemunhou a morte brutal da mãe, um trauma que moldou cada passo de sua trajetória. Guiada por uma sede implacável de justiça, ela transformou a dor em fúria controlada e virou delegada da divisão de homicídios em São Paulo, usando a lei — e suas próprias regras — para caçar o algoz que destruiu sua infância. Com uma vida corrida e o coração blindado, Ailim tem prioridades claras: seu trabalho implacável, sua sede de vingança, suas amigas e seu protetor (e dramático) tio. Para ela, homem nenhum vale mais do que uma boa transa sem compromisso. Yago Castilho nasceu em berço de ouro e carrega o peso de ser o CEO da Bebidas Castilho, uma das maiores empresas do país. Por trás do sorriso carismático, do estilo mulherengo e da fama de quem vive os prazeres no limite, há um homem marcado por traições, com o coração em frangalhos e um medo visceral de ser machucado novamente. Ele não tem a menor intenção de se entregar ao amor. Quando um caso criminal cruza os caminhos dos dois, o que era para ser apenas uma colisão de mundos se transforma em uma atração magnética, visceral e impossível de ignorar. Mas os fantasmas do passado retornam para cobrar o preço, transformando a paixão em um verdadeiro campo de minas. Em meio ao caos de São Paulo, o encontro dessas duas almas feridas será suficiente para mantê-los em pé, ou a dose de risco será alta demais?
Leer másPorra... esse dia só piora!
Imagine aqueles dias que começam uma bosta e, com o passar das horas, as coisas só vão ladeira abaixo. Bom... bem-vindos ao meu dia de hoje! Ok, ok... acordar ao lado de uma mulher gostosa e nua não foi ruim, mas não lembrar de absolutamente nada da noite anterior deveria ter sido um alerta de que meu cérebro gostaria de apagar alguma informação. Ou seja: eu deveria ter fugido para as montanhas, mas não fiz. EU ODEIO GRITOS! Ainda mais aquele típico escândalo fingido, como se a pessoa precisasse afirmar seu desempenho durante o sexo. Isso não é sexy, muito menos satisfatório. E... droga! A mulher berrou. Mas berrou tanto que meus ouvidos ficaram zumbindo por horas. Até agora não sei como meus vizinhos não chamaram a polícia, porque tenho certeza de que nem toda a vedação acústica da minha cobertura foi suficiente para abafar toda aquela "performance". Poxa... eu até teria agradecido a interrupção. E depois do show de rock pesado que perfurou meus tímpanos, a coisa declinou de vez. Tentar ser sutil e dispensar a mulher — que, para início de conversa, eu nem sabia o nome — dizendo que estava atrasado para uma reunião não adiantou. Falar que eu iria organizar algumas coisas, mas que era só encostar a porta quando saísse, funcionou ainda menos. A maldita escandalosa me olhava e sorria coberta por uma falsa doçura, como se fôssemos íntimos, enquanto forçava uma aproximação nada desejada. Eu estava quase desistindo da minha educação; depois das minhas inúmeras tentativas de me livrar dela, a criatura não desistia. Dei aquela que achei que seria a última cartada: disse que iria tomar um banho SOZINHO, mas que ela poderia ficar à vontade para se arrumar e ir EMBORA. — Fique tranquilo, benzinho. Eu não estou com pressa. Pode tomar seu banho que eu vou me apossar da cozinha e, como sou boazinha, te faço um café — falou a última parte sussurrando, como se me contasse um segredo, enquanto passava as unhas vermelhas compridas pelo seu colo desnudo e piscava os olhos lentamente. Em qualquer outro momento eu acharia isso sexy, mas o clima não era mais esse. Nem de perto. Alguém precisa contar para ela que sexo casual não é intimidade. É SÓ SEXO! As pessoas fodem, gozam e vão embora. Pronto! CASUAL! Me livrar da doida virou meu objetivo de vida. Precisando pensar com mais calma, fui para o meu banheiro, tomei um banho frio e decidi que esse era só um obstáculo e que tudo iria melhorar. Me preparei para isso. Afinal, a galera "zen", o povo "good vibes", aqueles que batem palmas para o Sol, sempre dizem que pensamentos positivos atraem coisas boas. Esse virou meu novo mantra. Foi pensando nesse meu momento de glória que me armei: coloquei meu terno favorito, cinza, feito sob medida da Brooks Brothers, meu Rolex, calcei meus sapatos Stefano Bemer, elegantes e confortáveis, e parti para a guerra. Afinal, eu não sou homem de aceitar derrotas com facilidade. Saí da minha suíte com destino à cozinha e, para minha surpresa, a senhorita "Sem Nome"... tá, ela deve ter um nome, mas eu não lembro qual é e, para ser sincero, nem faço questão de lembrar. Enfim, a maldita estava usando uma camisa MINHA, calçada com as MINHAS meias, sentada na MINHA bancada, rodeada por algumas comidas e bebidas, se sentindo a porra da dona da MINHA casa! Ei... muita calma nessa hora. Eu não sou nenhum escroto, não negaria café da manhã a ninguém, muito menos à mulher que estava com meu pau na boca algumas horas antes. Mas a "Miss Taquara Rachada" estava me tirando do sério. Eu a queria fora da minha vida, urgentemente. — Você demorou, amorzinho, quase fui te buscar. Você quer?... — Ela fez beicinho e mordeu os lábios enquanto passava a porra de uma uva pelo queixo... fala sério! Me chamar de "amorzinho" já seria um completo ultraje, mas fazer isso usando as minhas roupas e me oferecendo a MINHA comida na MINHA casa?! Limite, cadê você??? Respirei fundo e me concentrei em manter a expressão neutra, fazendo uso da minha melhor cara de pôquer, com a voz controlada e livre de qualquer sentimento — mesmo que, em minha mente, eu já tivesse arrastado a "Sem Nome" para fora da minha casa pelo pescoço. Usando todo o meu autocontrole, como faço com meus parceiros e adversários de negócios, encarei a mulher focado em manter meu réu primário intacto. — Desculpe, como disse anteriormente, tenho uma reunião importante e estou atrasado. Vou chamar um táxi para você. Pode ir se trocar enquanto isso. Já estava me virando com o celular nas mãos para chamar um carro que pudesse me livrar do encosto, quando ela desceu da bancada e veio até mim, ainda com aquele sorrisinho idiota de falsa inocência no rosto. — Tolinho! — Fez sinal de me dispensar com a mão. — Pode ir para a sua reunião "superimportante" — fez aspas com os dedos e deu ênfase na palavra enquanto arregalava os olhos. É sério isso? — Eu fico por aqui, tomo um banho, dou uma organizada nas coisas e te espero voltar... cheirosinha e nua na nossa cama. No final da fala, ela lambeu os lábios e deu mais um passo em minha direção, o suficiente para segurar o meu pau por cima da calça, convencida de que era uma proposta irrecusável. Coitada. Meu pau estava tão traumatizado quanto meus ouvidos. E que merda é essa de NOSSA cama?! A cama é MINHA, só MINHA, sempre foi e vai continuar assim! O que a doida estava pensando? Foi só uma noite, sexo sem compromisso. Eu tenho certeza de que não pedi ninguém em casamento ou propus alguma espécie de relacionamento; mesmo não lembrando de porra nenhuma, tenho certeza de que não faria isso. JAMAIS. Sorte que eu sou um bom homem, dotado da mais completa sanidade mental, centrado e equilibrado. Porque, na real, bastava que eu fosse apenas um pouco inconsequente para não entender a armadilha em que a escandalosa queria me enfiar. Imaginem se eu acabasse deixando a criatura sozinha na minha casa: quando voltasse, encontraria as malas da bonita na minha suíte e um decreto oficial de que ela moraria comigo. Ou seja, isso não tinha a menor possibilidade de acontecer. Ela precisava sair da minha casa imediatamente! Limites existem para serem respeitados! Esses limites, pelo menos, precisam. Sem mais paciência e sem tentar ser sutil ou educado, segurei firme no braço da maluca e saí puxando a "Sem Nome" até a MINHA suíte. Não respondi aos protestos pouco enfáticos ou às falas de como eu era impaciente, nem me manifestei quando ela gemeu dizendo que a minha pegada bruta a estava excitando e o quanto minha atitude de homem das cavernas a deixava molhada e pronta para o nosso próximo round. Completely insana, eu falei... nem fodendo teríamos próximo round. Meus tímpanos e minha sanidade mental não aguentariam. Joguei-a dentro do quarto, recolhi as roupas dela que estavam espalhadas e as joguei sem nenhum zelo sobre ela. — Vista-se AGORA! — Falei sério e sem disfarçar minha fúria. — Mas, querido... — Me olhou meio confusa. — AGORA! — Gritei. — Você tem um minuto antes que eu te jogue para fora da MINHA casa vestida como está.____________________________________________________Passado o choque, mergulho de cabeça nos casos em aberto. Um deles é a minha ponte para o que realmente importa. Ao todo, lidamos com três frentes críticas:O primeiro é um triplo homicídio sem pistas aparentes; uma trilha de nadas que não leva a lugar algum.O segundo, de repercussão nacional, carrega um nível de crueldade que gela o sangue. Trabalhamos com a hipótese de um serial killer. Quatro vítimas, todas mulheres entre vinte e vinte e cinco anos, com cabelos longos e peculiaridades que as tiravam do padrão comum: uma com heterocromia ocular, a segunda albina, a terceira com nanismo e a quarta com oligodactilia — uma condição raríssima em que se nasce com menos de cinco dedos.O padrão de descarte é sempre o mesmo: estradas de terra, próximas a encruzilhadas. Os corpos usam túnicas brancas, braços abertos, palmas para baixo e pés cruzados. Na carne, símbolos que remetem a rituais ocultistas foram esculpidos através de cort
Termino de ler a piada macabra com ânsia de vômito. Jogo a carta sobre a mesa e corro para o banheiro. Minhas mãos tremem, meu corpo vacila e estou hiperventilando.Sempre sonhei em pegar esse monstro, colocá-lo na jaula que merece, mas nunca imaginei que ele estaria tão próximo, vigiando meus passos e, o pior, pela mensagem, ele é parte de algum dos casos em andamento. Não consigo definir qual caso, mas a mensagem é clara: ele está me ameaçando. Fucei em algo grande que o afeta diretamente, mas o quê?Encaro meu reflexo no espelho e o soco. O vidro não quebra, mas os nós dos meus dedos latejam — uma dor ínfima comparada ao ódio que me sufoca. Meu algoz continua livre. Pior: ele teve a audácia de cuspir sobre a ferida que nunca fechou, reafirmando que a morte da mamãe foi minha culpa. Minha culpa. O eco daquele dia maldito martela na minha mente. Se eu não tivesse decidido sair do meu quarto, se não tivesse decidido... talvez ela ainda estivesse aqui, comigo.Durante anos, engoli o
Depois de algumas horas, decido que o Senhor Castilho não merece o prazer da minha companhia. Já decidi não resistir mais à química que há entre nós, só que, depois da ceninha de marcação de território no meu apartamento, jamais daria o braço a torcer — não tão rápido, pelo menos.Amanhã retomo minha rotina e o foco total na investigação dos assassinatos; o trabalho será meu escudo contra a tentação. O problema é que nem cheguei a cadastrar a senha numérica dele, mas decidi manter essa distância por ora. Em vez de uma chave definitiva, emito um cartão de acesso temporário — o mesmo que usamos para prestadores de serviço. Com validade de apenas três dias, será o suficiente para garantir nosso isolamento. Deslizo o cartão por baixo da porta dele antes de me recolher. Amanhã cedo aviso por mensagem sobre o funcionamento e o prazo. Agora, preciso de silêncio para me recompor e opto por dormir cedo.Acordo ofegante e suada. Olho no relógio e constato que ainda são 4h30 da manhã. Dessa ve
Me encaixo entre suas pernas sem desconectar nossas bocas e corpos. Ela puxa meus cabelos com as duas mãos, o que faz com que o coque que uso se solte. Ela está completamente entregue, feroz, sedenta... E isso me enlouquece. Com uma das mãos, aperto a bunda gostosa, matando a vontade de sentir essa parte de sua anatomia e comprovando que ela é redonda, durinha e extremamente fodível.Esfrego minha ereção nela, que geme em minha boca. Acabo gemendo junto. Exploro com a boca seu pescoço, colo, ombros... Cheirosa, macia, deliciosamente comível. A mão que estava em seu pescoço desce lentamente por seu corpo até encontrar o zíper da blusa indecente que ela colocou. Dou tempo para que me impeça — o que não acontece — e logo a blusa está no chão, me presenteando com uma das visões mais espetaculares que já tive. Os gêmeos são perfeitos: firmes, com auréolas grandes e rosadas. Há várias pintinhas delicadas espalhadas por eles. Naturais, macios e lindos. Minha boca enche de água e tudo o que
Último capítulo