Lizzebeth
— O vestido ficou perfeito em você, filha — minha mãe diz ao me abraçar ao lado do carro.
— A senhora nunca erra — digo com a voz mais profunda do que planejava. — E o papai? — disfarço.
— Ele está colhendo a assinatura do contrato — ela diz, me ajudando a entrar no carro.
O contrato que vai mudar a minha vida, e eu não tenho autorização para ver sequer uma cláusula.
— Eu vou continuar na nossa casa? — Prendo a respiração. Era mais fácil controlar pessoas hostis no próprio território.
— É claro que sim — ela sorri tensa —, ocasionalmente.
Não ouso perguntar mais. Reprimo o impulso de puxar a minha mão; lembro-me do colar azul.
Eu trocaria um sobrenome pelo outro, e isso tiraria alguns dos meus direitos, e o primeiro era poder morar na minha casa.
Aquele desgraçado que me atacou no elevador só pode ser o filho mais velho.
Eu queria ter batido mais forte.
A menos de 5 km de chegarmos à mansão dos anfitriões, vemos um carro azul ac