Acordei com o cheiro de café.
Não era o café da Mônica. Era outro. Mais forte. Mais escuro. O café que ele fazia. Abri os olhos devagar. A luz da manhã entrava pelas frestas da cortina. O braço dele pesado na minha cintura. A respiração dele lenta no meu cabelo. Não mexi. Não queria acordar ele. Queria ficar ali. Naquele momento. Naquele cheiro. Naquele peso.
Ele se mexeu. O braço apertou. A boca encontrou meu ombro.
— Bom dia.
— Bom dia.
— Dormiu bem?
— Como uma pedra.
— Eu também.
Ficamos em