Duas horas depois, eu não me reconhecia.
Sofia era uma artista. Os contornos suaves, os olhos marcados na medida certa, os lábios num tom rosado que parecia natural mas era tudo menos isso. Meu cabelo caiu em ondas soltas sobre os ombros, brilhando como seda.
— Agora o vestido — ela anunciou.
Mônica já tinha deixado ele pendurado no armário, dentro de uma capa de tecido. Abri devagar.
Era vermelho.
Vermelho escuro, como vinho ou rubi. Um vestido longo, com um corte que começava na coxa e descia