Acordei com a cabeça pesada e a boca amarga. O sedativo ainda circulava no meu corpo, deixando meus movimentos lentos e descoordenados. O quarto onde eu estava era luxuoso, mas opressivo. Paredes de madeira escura, quase negra, com entalhes antigos de lobos e luas cheias. Uma única janela alta, gradeada com ferro grosso, deixava entrar pouca luz. O chão era de tábuas largas e frias. Havia uma lareira acesa no canto, mas o fogo parecia mais prisioneiro do que acolhedor. Uma cama grande com dosse