Eu acordava todas as manhãs com o corpo de Roberto ao meu lado, o braço dele ao redor da minha cintura, o rosto enterrado no meu pescoço. Ele dormia profundamente, como se minha presença fosse o único remédio para os séculos de insônia que ele carregava. E eu… eu ficava ali, imóvel, sentindo o calor dele, o cheiro dele, o ritmo constante do seu coração.
E odiava o quanto aquilo começava a parecer certo.
Naquela manhã, ele acordou primeiro. Beijou minha testa com uma ternura que ainda me desarma