Três semanas se passaram.
O tempo dentro da fortaleza de Roberto havia se transformado em uma estranha rotina de fingimento e sentimentos confusos. Eu sorria quando ele esperava sorrisos. Deixava ele me tocar, me beijar, me foder. Fingia que estava me entregando. Mas por dentro, eu contava os dias. Faltavam apenas dois para a lua cheia — o momento em que o Coração de Prata ficaria acessível para o ritual.
Naquela tarde, Roberto me encontrou no jardim interno. Ele parecia animado, quase nervoso.