Diana
Eu acordei com aquela coisa presa no peito, uma sensação idiota de culpa que não sumia de jeito nenhum. O Ethan ainda dormia, todo largado do meu lado, e eu fiquei ali parada olhando pro teto, respirando fundo e tentando não entrar em parafuso logo cedo.
Mas não adiantou. A sensação só cresceu.
E eu sabia exatamente o motivo.
Eu precisava ir trabalhar.
E eu precisava pedir demissão.
Levantei devagar, fui pro banheiro, lavei o rosto e tentei colocar na cabeça que eu tava fazendo a coisa certa. “Você não merece o cargo”, eu repetia pra mim mesma como uma condenação. “Isso não foi mérito seu. Isso foi ele.”
Aquela promoção…
Aquilo me incomodava desde o dia em que eu soube que não foi por mérito.
Eu me arrumei com uma calma falsa, passei um pouco de corretivo porque minha olheira tava gritando, e antes de o Ethan acordar, saí de casa. Não queria ele tentando me convencer do contrário, porque ele sempre consegue. Eu precisava fazer isso sozinha.
Entrei no prédio do trabalho com a mão